#181 Diário Econômico Original – 16/05/2023

Ouça o Diário Econômico Original, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise do time de economistas do Banco Original, apresentado por Marco Caruso. #Economia #DiárioEconômico
Bom dia!
Hoje é terça-feira, 16 de maio de 2023 e esse é o seu Diário Econômico Original!
Eu sou o Igor Cadilhac, economista aqui do banco, e estarei na apresentação do podcast até a volta do Marco Caruso.
Nos Estados Unidos, o debate acerca do impasse do teto da dívida pública pegou fogo ontem. De um lado, a secretária do Tesouro, Janet Yellen, reforçava que podem ficar sem recursos a partir de 1º de junho se o teto não for elevado e que esperar até o último minuto para elevar pode causar sérios danos. Do outro, no Congresso, os republicanos seguem rejeitando as propostas para reduzir o déficit, de acordo com o The Washington Post. Ontem, o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, disse que acredita que ainda estão distantes de uma negociação e acusou o presidente Biden e seus aliados de não levarem as discussões a sério, indicando que os democratas querem dar calote.
Segundo ele, os dois lados precisam fechar um acordo até o fim desta semana para assegurar a aprovação a tempo de uma medida que eleve o limite da dívida pública.
Mais tarde, Biden confirmou que se encontrará hoje com McCarthy.
Esperamos que a alternativa de calote seja tão ruim que force um acordo em breve.
Além disso, continua no foco uma possível recessão, a crise no sistema bancário e as esperanças frustradas de uma política monetária mais fácil, que vem sendo confirmada pela fala dos dirigentes do Banco Central americano. No geral, o padrão que temos observado nos discursos é o seguinte: cortes de juros são descartados no curto prazo, a inflação não deve cair rapidamente, a política apropriada é esperar e ver os efeitos do aperto, mas ainda não descartam uma possível nova alta.
Por aqui, o Ibovespa segue descolando do exterior. Sustentado pela Vale e siderúrgicas, que se beneficiaram da forte alta do minério de ferro no mercado asiático, o índice subiu 0,52% e engatou a oitava alta consecutiva, mesmo com a queda da Petrobras.
O dólar à vista caiu pela 5ª sessão seguida, furou os R$ 4,90 e fechou no menor valor em quase um ano. Os principais fatores que contribuíram para a queda foram a deterioração da moeda americana no exterior e o otimismo com o novo arcabouço fiscal.
Ontem, o presidente da Câmara, Arthur Lira, descartou a possibilidade de romper com Lula e indicou que, para conquistar o apoio de mais deputados, o relatório final do arcabouço vai trazer punições mais duras para o descumprimento das metas fiscais. O presidente Lula aceitou esses gatilhos, desde que não impeçam o aumento real do salário mínimo e o reajuste do Bolsa Família. Além disso, avisou que não vai admitir oposição do PT ao projeto de lei do arcabouço fiscal. Foi esse cenário amigável e em uma composição que o mercado gosta que animou os investidores.
Para hoje, vários dados de atividade econômica. Lá fora, na zona do euro, sai a segunda prévia do PIB do 1º trimestre. Nos Estados Unidos, saem os dados do varejo e da indústria de abril.
Por aqui, o IBGE divulga como foi o setor de Serviços em março. Projetamos uma alta de 0,6% na margem. Assim como no mês anterior, a principal contribuição deve continuar vindo da área de transportes, ainda impulsionada por um mês de janeiro bem fraco e beneficiada pela demanda crescente vinda do agronegócio.
Saindo dos indicadores, ao que tudo indica, a Petrobras deve anunciar o fim da política de paridade de importação nos combustíveis hoje. Segundo a CNN, a PPI deve ser substituída por uma política que leva em consideração os preços internacionais como referência, mas também os custos e as margens de refino de cada local.
Atenção também à situação do teto da dívida nos Estados Unidos e para as atualizações do arcabouço fiscal por aqui.
Bom dia, bons negócios e sorte sempre!
Fonte Canal Banco Original no YouTube. Inscreva-se, Compartilhe
100 Maiores Bancos Privados Comerciais do Brasil com Presença Física







