#195 Diário Econômico Original – 05/06/2023

Ouça o Diário Econômico Original, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise do time de economistas do Banco Original, apresentado por Marco Caruso. #Economia #DiárioEconômico
Bom dia e bem-vindo de volta ao seu Diário Econômico!
Hoje é segunda, 5 de junho de 2023.
No fim, a semana passada terminou com um tom bem positivo, com ações, moedas de países emergentes e commodities importantes se valorizando. Ao mesmo tempo, o dólar perdeu força junto com os juros futuros, que caíram, especialmente nos Estados Unidos
Esses movimentos seguiram uma soma de eventos positivos, alguns eu já vinha comentando, outros são novidades:
1. Primeiro, o mercado voltou a precificar uma chance de 70% de estabilidade da taxa básica de juros americana depois das falas mais recentes de diretores do Fed, então está bem próximo do Fed parar de subir juros;
2. Além disso, o Congresso dos EUA aprovou de vez a elevação do teto de endividamento público, incluindo limites para o crescimento dos gastos nos próximos 2 anos.
3. Também saiu notícia de que a China está trabalhando em uma nova cesta de medidas para dar apoio pro mercado imobiliário, setor que passa dificuldades há um tempo.
4. E, entre os dados de sexta, os números foram divergentes sobre a situação da economia dos EUA. De um lado, foram criadas muito mais vagas de emprego do que o esperado, mas, por outro lado, o desemprego começou a subir com o salários perdendo fôlego.
Falando do Brasil, nós também tivemos uma nova queda generalizada nas taxas de juros prefixadas semana passada, seguindo esse externo e também um pouco dos dados.
Nós vimos que os preços no atacado (o famoso IGP) continuam em forte queda em maio, o que deve impactar parte dos preços no varejo nos próximos meses, dada a defasagem entre os dois.
A gente teve um PIB mais forte pelo lado da oferta, mas com aquele senão que eu trouxe pra vocês aqui de que a demanda doméstica teve um desempenho fraco no 1º trimestre.
E, na verdade, a gente está falando de um mercado onde a alocação dos grandes fundos é apostando em queda antecipada da Selic. O pessoal sempre dá uma forçada na leitura dos dados…
Juntando a queda dos juros internos e o ambiente externo de menor aversão ao risco, o impacto positivo na bolsa brasileira e no real foi relevante.
Aliás, voltando rapidamente sobre a questão de juros, até os jornalistas estão tentando antever o 1º corte. Elio Gaspari na Folha disse que o Roberto Campos Neto já teria dado um sinal sobre a queda da Selic e Lauro Jardim foi na mesma linha e dando inclusive uma data (abre aspas) “na reunião de agosto do colegiado do BC, a Selic tende a baixar 0,5%”.
Agora, olhando para essa semana, encurtada por um feriado no Brasil, a nossa agenda política traz o começo da tramitação do projeto de lei que cria o arcabouço fiscal no Senado.
O Senado que supostamente é uma casa com menor apoio ao governo, mas há a expectativa de aprovação antes do final do mês.
Dizem os jornais que o projeto de Reforma Tributária vai começar a andar na Câmara com o anúncio de suas principais diretrizes.
Falando de dados, o IGP-DI fecha a sequência de IGPs de maio provavelmente com uma nova queda, de 2% agora. Uma forte deflação no atacado.
E na quarta sai o IPCA de maio com chance de alta na casa dos 0,20% baixos, abaixo do consenso. Parte importante desse alívio no mês vem do reajuste para baixo promovido pela Petrobras em meados de maio.
Lá fora, não vejo grandes motivos para os dados atrapalharem esse viés positivo dos ativos.
Do lado da atividade, o consenso espera bom comportamento dos números do setor de serviços nos EUA e na Zona do Euro, com os PMIs sinalizando um crescimento moderado para forte.
E na China, os sinais são de uma inflação beirando a deflação no caso dos preços ao consumidor, de fato, afundando mais de 4% em termos anuais quando olhamos para o atacado.
Segue valendo aquela minha frase: na inflação global estamos vivendo o espelho do que se viu na pandemia e também depois da invasão da Ucrânia.
A única coisa que pode atrapalhar os mercados é a discussão entre membros da OPEP de reduzir ainda mais a oferta de petróleo para segurar preços.
A frase do saudita no fim de semana foi bem clara: “faremos o que for necessário para trazer estabilidade a este mercado.” A gente está vendo demanda fraca, mas o lado da oferta está respondendo também com essas ações da OPEP.
Veremos!
Bom dia, bons negócios e sorte sempre!
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